domingo, 3 de maio de 2015

A utopia do Socialismo Democrático e a busca de novos rumos



Muitas pessoas voltam hoje a alimentar a “fantasia” do Socialismo Democrático, depois que a União Soviética desapareceu de cena.
Porque isto seria uma “fantasia”? Simplesmente porque nunca aconteceu e nem poderá suceder.
Porque não poderá ocorrer? Apenas porque a democracia republicana é um sistema feito pela e para a burguesia. Ponto.
Se existe dúvida do que acontece, e se alguém não conhece ou perdeu a memória a respeito, podemos oferecer um banho gratuito de realidade. Bastaria mencionar todas as vezes em que os partidos socialistas chegaram perto ou ao poder para ver o que acontece -especialmente nos quintais dos impérios dir-se-ia.
E quando isto chega a vingar, pode-se ter certeza de que estes partidos não passam de nominalmente socialistas. Talvez o Partido dos Trabalhadores no Brasil seja um exemplo disto.


Sob a Guerra Fria ao menos o tratamento foi trágico, porém sem a URSS por detrás tudo pode ficar até mais relaxado, em compensação falta um importante suporte histórico para fortalecer as lutas do proletariado.
A democracia é um jogo permitido por ser conveniente, dando a ilusão da “liberdade”. “Deixem eles brincar de democracia, e se conseguirem eleger alguém muito de esquerda, damos um cheque-mate imposto a ferro-e-fogo.” Ou será que alguém ainda não sabe disto? Então para que então insistir na brincadeira?!?
Errar é humano, sim, mas persistir no erro é burrice. Depois da Guerra fria, o capitalismo relaxou. O grande perigo havia passado, agora era só enfrentar de guarda baixa os desmandos políticos das “esquerdinhas” divididas.* 



Aquilo que o socialismo democrático pode esperar, é aquilo que vemos no Brasil hoje: uma tremenda fraude populista! Usando a máquina estatal para construir o seu projeto-de-poder particular e estritamente partidário, ao invés de colocar o povo para fazer as mudanças estruturais necessárias.
Na verdade, estes problemas podem se afigurar ainda mais sérios e complexos naquelas nações consideradas “estratégicas”...

O problema das “Nações estratégicas”

São considerados países estratégicos pelo imperialismo aqueles situados em locais geográficos especiais ou dotados de situações econômicas privilegiadas, ou mesmo ambas as coisas. Alguns deles são historicamente evidentes, e o trato que recebem pode se adaptar caso a caso.
Quando os países não possuem tradição democrática, como é comum no Oriente, a monarquia ou a ditadura é ali mantida indefinidamente. São os casos do Egito e da Arábia Saudita, por razões econômicas e geopolíticas evidentes.



E caso estes países tenham “avançado” para a república, coisa mais comum no Ocidente -estamos falando é claro das chamadas “nações periféricas”-, se implantam ditaduras provisórias visando desmobilizar as forças revolucionárias, para logo reimplantar democracias domesticadas, comprometidas e corrompidas. Um dos grandes exemplos disto é o Brasil.
Por que razão o Brasil foi afinal o primeiro país do Cone-Sul a sofrer um golpe militar? Por ser altamente estratégico e, ademais, muito disperso e desorganizado -“povo cordato e malemolente”- para aquilo que necessita, até em função do seu tamanho.

Ora, o Brasil pode ser comparado a uma grande baleia, ou seja, uma presa fácil e farta. Caso o Brasil não estivesse dominado, os países vizinhos tampouco poderiam ter sido. E pelo fato do Brasil estar dominado, o trato com estes países muito politizados pode ter sido altamente cruel. Por ser assim estratégico e não oferecer maior resistência, o Brasil mesmo sofreu uma ditadura de longo prazo, dando a ilusão do quadro haver sido menos incisivo.
Um país estratégico é uma nação-ponte, e o inimigo se valeu disto para a sua conquista geral. Uma após outra caíram as nações vizinhas, que hoje ainda tentam se reconhecer entre si... Para isto os norte-americanos trataram ante de tudo o mais de investir dentro do Brasil num longo e intenso processo de doutrinação capitalista, visando criar o alarmismo “anti-comunista” através de propaganda mentirosa à moda nazista.

H. Castelo Branco
Os países-chaves podem receber golpes militares com luvas-de-pelica -a chamada “Ditabranda”. Que é branda apenas na aparência. Ao invés de ser como uma enfermidade aguda devastadora, se aparenta a uma enfermidade crônica, longa e profunda, daquele tipo que não extirpa mas muda a vida das pessoas.
A democracia por si só já mascara, para diferenciar do regime colonial aberto e dar ilusão de liberdade e avanço social ao povo. Temos então ditaduras disfarçadas de democracia, onde os ditadores se vestem como civis, toleram bi-partidarismos à moda da Metrópole imperial, e até mantém eleições simbólicas diretas ou indiretas.
As massas acomodadas, que sempre se contentam com pouco e não tem muito discernimento, se sentem satisfeitas –após uma boa dose de doutrinação alarmista anti-comunista, é claro.

Novas políticas na Europa –um modelo possível?



Algumas pessoas sonham com achar modelos para o Terceiro Mundo nos países mais pobres da Europa ocidental, e que sofrem dificuldades para se manter dentro da chamada “Zona do Euro”.
A Europa está em ebulição. A tentativa de aproximar as nações fez acentuar as suas diferenças. Ocorre que, como sucede nas Américas, existe uma Europa dividida pela questão religiosa. Sempre tivemos a íntima opinião de que aquilo que realmente conta nas relações internacionais é a religião – ou a falta dela. É a coisa mais profunda que existe no ser humano, aquilo que ressalta quando tudo o mais perece. Por incrível que pareça, esta situação estaria forte ainda hoje no seio da própria Europa...

De certa forma, o neo-colonialismo foi uma revanche amarga do colonialismo, quase uma pauta histórica capitalista contra as iniciativas da Igreja. A Igreja favorecera os reinos católicos no Renascimento, e depois o Iluminismo começou um processo de derrubada dos regimes coloniais ibéricos para implantar o neo-colonialismo modernista sob um frágil verniz humanista. Estes novos países são aqueles que ficaram de fora do Mundo Desenvolvido, atados ao servilismo econômico.

O Tratado de Tordesilhas
Hoje numa Europa que busca unificação, as diferenças entre as nações traduzem ainda as velhas mazelas religiosas. Será casual que as nações problematizadas –Portugal, Espanha e Grécia- sejam justamente aquelas que ficaram fora do revisionismo da Reforma?
Não vamos entrar na tese de Max Weber sobre a Teologia protestante da Prosperidade, que até pode ter algum fundamento, porque quase bastaria uma explicação no preconceito e na velha exploração do “diferente”.


Em data mais recente, o marxismo atuou
especialmente pela independência de regiões diretamente colonizadas por católicos e por protestantes. É a presença da terceira “religião” imperial que domina no Mundo contemporâneo. Isto é suficiente para entender as bases históricas da crise européia.
Voltando às comparações, é fato que existem semelhanças históricas entre o Brasil e estes países, nada casuais inclusive, tal como terem sido estes às vezes a fonte do colonialismo da América Latina; porém, estes países ainda são Europeus.
Porque não somos a Grécia (ou Portugal ou Espanha)? Enumeremos: 1. Não somos um país pequeno; 2. Não somos um país pobre; 3. Não somos um país europeu; 4. Não somos um país culto; 5. Não somos um país com importância histórica.
E o que temos em comum com a Grécia, Portugal e Espanha? Não somos um país de base protestante –que é uma essência capitalista. E uma diferença importante: a Grécia é berço da civilização ocidental, mas nós nada disto ainda –para não dizer quintal especial do Império.
A Europa ainda irá acabar encontrando o seu caminho. Mas, e nós?

A Terceira Via da Ascensão Social: a chave cultural

Em função de nossas críticas às esperanças de alcançar o socialismo pelas vias democráticas, talvez o leitor possa achar que estamos propugnando um Socialismo autoritário à moda marxista. Nada disto, esta seria apenas uma outra forma de ilusão e o seu tempo também já passou, sobretudo após a queda do Muro de Berlim. 
No cadinho atual das transformações ideológicas vemos naturalmente misturas improváveis e contradições insuspeitas, além é claro da insistência utópica em modelos falidos e demagógicos. Tudo isto está fadado ao fracasso e sucumbirá inexoravelmente ante as forças da situação, especialmente quando estas “novas ideias” se arvoram em aventuras eleitoreiras sem consistência ideológica ou bases sociais sérias, assim como sem poder de barganha nem estruturas econômicas independentes. 
Hoje o ambientalismo tem sido visto como uma nova grande causa de oposição ao capitalismo, e naturalmente ele tem se associado ao socialismo. Porém, a rigor isto nem sempre ajuda, o meio-ambiente ainda soa a coisa distante para muita gente.

Tais coisas evocam amiúde velhas fórmulas, mas de nada adianta apenas mudar as metas e preservar os meios. A Ciência também mudou e a humanidade necessita atualizar os seus paradigmas sociais. Para vivenciar as realidades quânticas, é preciso um incremento de consciência, coisa para a qual antigos saberes espirituais sempre têm muito a auxiliar. A qualidade-de-vida do ambientalismo apenas complementa estas aspirações.
Eis que as coisas cresceram muito sob “o reino da quantidade”, cresceram tanto que não podemos mais pensar em solucionar seus tantos problemas, o sistema é como um moribundo no qual não se tem nada mais a investir. Resta apenas lhe dar a extrema unção.

“New Harmony”, por F. Bate, 1838, a proposta de Robert Owen
É hora de reinventar as coisas -ao menos se queremos realmente fazer alguma coisa pelo mundo e por nós mesmos. A etapa atual de evolução sócio-cultural demanda empregar voluntariamente os recursos acumulados pelas próprias pessoas –recursos de toda a natureza- para criar novas estruturas sociais, tendo a educação sempre como a Meta maior. Este é o processo natural das sociedades-em-construção, onde a revolução e a luta-de-classes são não somente impossíveis como também contraprodutivas.
Marx rotulou de “utópicas” as propostas socialistas de Owens e Fourier (e sobretudo as de “seus seguidores”), baseadas na boa-vontade de certo “patronato esclarecido”, posto que “para dar realidade a todos esses castelos no ar, veem-se obrigados a apelar para os bons sentimentos e os cofres dos filantropos burgueses. Pouco a pouco, caem na categoria dos socialistas reacionários ou conservadores” (“Manifesto Comunista”). 
Contudo, as outras duas fórmulas que são eleições e revoluções também se afiguram hoje como utópicas. 
Não obstante, este chamado “Socialismo utópico” pode ser distinto da filantropia. Ao que parece, Marx ainda distingue estes primeiros socialistas dos reformistas: “Desse modo, os owenistas, na Inglaterra, e os fourieristas, na França, reagem respectivamente contra os cartistas e os reformistas.” (op. cit.) “Cartistas” são basicamente sufragistas e os “reformistas” são institucionalistas e legislistas. Citemos, não obstante:
“Ideias reformistas são muitas vezes baseadas em liberalismo, embora possam estar enraizadas em socialistas (especificamente, sociais-democráticos) ou conceitos religiosos. Algumas dependem da transformação pessoal, outras dependem de pequenas mudanças coletivas, tais como roda de fiar de Mahatma Gandhi e a economia da aldeia autossustentável, como um modo de mudança social.”
Então –para separar aqui “o joio e o trigo”- existem dois vieses reformistas: um burguês e de base mais econômica (“liberais”), e outro “socialista” (não necessariamente a social-democracia, a nosso ver) e de base mais cultural (“conservador”, no dizer de Marx –aristocrático, quiçá). Neste último se incluem, pois, o ofício tradicional (à moda gandhiana) e os “laboratórios sociais” de traços comunitários (ashrams, comunas, falanstérios, etc.).


A mobilidade social já havia sido proposta por Hegel e muitos outros sociólogos, e integra a agenda dos países capitalistas. Porém, por regra no capitalismo a prioridade é econômica e a cultura lhe fica subordinada, pois sua meta é a inserção e a produtividade. Contudo, é possível organizar sociedades mais inteiramente baseadas em metas culturais, como foi praxe em quase toda a Antiguidade da civilização! Para isto, porém, há que buscar uma ruptura no espaço-tempo: mais que quantidade, cultura é qualidade. Mesmo que se inclua elementos da modernidade, a reambientação é necessária se queremos resultados palpáveis. A verdadeira meta é a educação permanente ou vitalícia das novas sociedades, visando implantar efetivamente um novo modelo de humanidade.

Do “conservador” ao “inovador”: a edificação do Novo Mundo!


Aquilo que necessitamos realmente hoje é de uma agenda reformista alternativa muito bem construída e definida, até como única forma de suplantar o grande fosso ideológico produzido pelas ditaduras no Terceiro Mundo. Vimos que para isto o mecenismo consciente à maneira aristocrática ou “conservadora” pode ser fundamental num primeiro momento.
As riquezas de um Renascimento mercantilista habilitou o clero e a aristocracia européia à prática de um mecenismo cultural que privilegiou as artes, originando palácios e faustos inauditos, assim como artes públicas consideráveis. Contudo, além de uma desnecessária ostentação, temos no fundo disto um quadro degenerativo: colonialismo e até escravagismo.

Templo Positivista, Porto Alegre
É preciso ir além das vitrines panfletárias e difundir a cultura real entre a população: a verdadeira cultura é interior, pela ampliação da consciência social e espiritual.
A burguesia quis mudar isto através do capitalismo e, é claro, da república, juntamente com a Reforma protestante. Porém as coisas apenas melhoraram: neo-colonialismo e servilismo. A concentração de riqueza não diminuiu, apenas surgiu uma classe média mais forte, porém a população aumentou demais e a miséria seguiu grassando. Inspirado pelo Iluminismo, o Positivismo ainda deu certa aura de nobreza às aspirações da burguesia. Na espiritualidade se rompeu com as liturgias e as demagogias, às vezes até além da conta, implantando a religiosidade secularizada, sempre de duvidoso profissionalismo.

"O Leviatan", de Hobbes
Logo vieram porém os comunistas, buscando “socializar as riquezas” em definitivo. Inspirados nos sucessos da própria burguesia, entenderam que a revolução –isto é, a violência- seria o caminho, porém através da ditadura -o que é apenas uma nova forma de fazer ressurgir o absolutismo-, e depois supostamente a “superação do Estado e das classes sociais”.
Em paralelo a isto, no mundo colonial, o Nacionalismo independentista que surgira muitas vezes sob inspiração ou o apoio da burguesia internacional, adquiria cores próprias com vocação socialista não-radical. A luta contra o colonialismo foi a grande palma desta doutrina, permitindo contornar a desgraça da luta-de-classes que desagrega as sociedades.


A grande burguesia, é claro, não tardou a dar a resposta a tudo isto, através da “contra-revolução” ou até mediante o golpismo “preventivo”.** A Guerra Fria dominou a segunda metade do Século XX, com terríveis consequências para o mundo, uma vez que a corrida armamentista iniciada na Segunda Guerra não pode esmorecer sob a manutenção dos conflitos ideológicos globais, coisa que durou até o fim da URSS. Tudo isto também se voltou em bloco contra o Nacionalismo mundial, o adversário comum da Grande Guerra, levando a um vazio ideológico dramático nestas sociedades emergentes.

O mundo aguarda hoje pois uma nova página social. Talvez um resgate e o aprofundamento de vias antes incompreendidas possa enriquecer estes diálogos. Se no Velho Mundo a aristocracia e o clero já foram poderes, no Novo Mundo eles ainda são apenas latências, necessário todavia de florescer para construir o seu completo edifício social. Soa muito cômodo criticar as classes idealistas quando se recebeu delas toda uma herança social e cultural e se conta com alternativas econômicas. Fazer o mesmo porém numa sociedade em construção, seria o mais puro atestado de alienação ideológica. Esta confusão deriva em grande parte do trato ambíguo dado pelas esquerdas ao tema da colonização, à qual o marxismo pouca importância dá –além, é claro, do próprio “materialismo histórico” destas ideologias. Milton Santos identificou este problema: “A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une.”

o trabalho colonial
A Eurásia possui uma rica herança religiosa e aristocrática para nutrir a sua alma. Porém, não basta exportar estes elementos através de um processo colonizador. Mesmo podendo se inspirar no Velho para aquilo que possa necessitar, um Novo Mundo demanda as suas próprias versões das coisas da alma e do espírito, devidamente depuradas e identitárias.
As pessoas ironizam as tradições antigas que falam que o mundo começou há cinco mil anos, mas alguns conhecem o simbolismo contido nisto. Porém, atualmente as pessoas de “ciência” pensam na prática que o mundo começou há 200 anos, na Revolução Francesa. Assim não tem nada que funcione! É muita presunção da parte dos “modernistas”. Um Novo Mundo não pode jamais alimentar este tipo de miopia histórica.

Caberia analisar pois o termo “conservador”. No Velho Mundo existe aquilo tudo que se criou e que queira conservar, basicamente pautado por valores, além amiúde, é claro, de “privilégios” adquiridos ou impostos. No Novo Mundo, o conservadorismo acaba basicamente atrelado ao patriarcado colonial e, logo, à burguesia emergente, representando, portanto, apenas um êmulo de conservação, destinado mais a preservar as aparências, e até simular uma fachada de moral e ordem diante de eventuais oponentes, especialmente as próprias populações nativas e os trabalhadores "incultos".
Em tese, os recursos da aristocracia e do clero se destinam à subsistência, uma vez que os seus valores não combinam com o comércio, contudo, se pode também computar excessos, afinal toda a acumulação costuma ser perniciosa. Outro problema foi a cristalização dinástica, que começou a tornar estas antigas classes austeras e disciplinadas em castas “humanas, demasiado humanas”.

castelo aristocrático
Estes “privilégios” apenas surgiram depois que um caldo-de-cultura alcançou se implementar, porém as suas bases são valores. A corrupção e a acomodação não são males ideológicos, e sim humanos. Para resolver isto, o ser humano necessita dar um outro passo, também tradicional, que é solicitar a assistência e orientação dos verdadeiros filósofos –termo que, vale lembrar, os alquimistas também adotaram para si, para denotar a faceta espiritual de suas investigações.
Aristocracia hoje é termo bastante diluído nas outras classes sociais, porém mantem-se viva por sua autêntica essência idealista. No Novo Mundo, está presente seminalmente no nacionalismo, no socialismo, no ambientalismo, no idealismo e na espiritualidade.



Cabe aos verdadeiros idealistas organizarem um projeto-de-nação baseado nas verdades sociais do país e partir para o trabalho criativo. Nada disto significa porém um “abandonar o mundo”, apenas colocar o foco naquilo que realmente importa. O Parlamento segue a sua vida e os idealistas também necessitam ter lá as suas cadeiras para defender seus interesses, porém sem sucumbir às dinâmicas podres da política. Com isto, apontamos para a importância da soma de recursos culturais, econômicos e institucionais. É preciso voltar a profissionalizar a atividade política -como já dizia Platão e toda a sociologia holística havida antes dele-, e tal coisa apenas existe para além dos interesses estritamente pessoais e através de valores cultivados.
Nós necessidades pois terminar de construir estas novas estruturas sócio-culturais, não exatamente os privilégios, mas a cultura em si. Afinal, aquilo que é considerado “conservação” no Velho Mundo ainda é apenas “inovação” no Novo Mundo!

Não nascemos para ser partidos!
Quem partiu a vida foram homens partidos
chamados burgueses para quem o homem é estômago;
Ou que não souberam ver a unidade das coisas
chamados materialistas para quem a vida é terrestre;
Ou que quiseram ver partida a humanidade
chamados imperialistas para quem a cultura é exploração.

Nascemos para ser completos
E para difundir a integridade nas coisas
Holisticamente, universalmente
Homens corpo-alma-espírito
Humanos céu-sociedade-terra
Seres livres multidimensionais!


* E foi o que deu. O grande temor histórico da Direita, Leonel Brizola, foi “tirado do páreo” pelo ambicioso Lula, apenas para perder em seguida para o fantoche direitista Collor de Mello. Depois ainda veio o renegado Fernando H. Cardoso, até que Lula conseguiu se eleger para trazer o seu governo absolutamente medíocre e impor a República do Populismo...
** Não mencionamos aqui que a Segunda Guerra Mundial também ocorreu a partir das iniciativas doentias e proselitistas do Nacionalismo europeu. A mistura de nacionalismo com imperialismo é uma verdadeira chaga ideológica, por isto não cabe a nações antigas fomentar o nacionalismo como doutrina social.



* Luís A. W. Salvi é autor polígrafo com cerca de 150 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957

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