sábado, 28 de julho de 2012

2012: o sistema sucumbirá? (chaves de renovação)


Muitas pessoas que alimentam o pensamento apocalíptico ou de transição civilizatória, sustentam que em algum momento o sistema acabará por si só. E de uma forma até algo mórbida, ficam daí observando “sinais” capazes de desencadear crises –um cometa, uma epidemia, uma revolução, uma crise financeira, um meteoro, uma tempestade solar, e assim por diante. Datas também são esperadas, como anunciadoras destes momenos esperados de transformação.

Contudo, muitas destas coisas têm acontecido já, e nem o planeta ou a humanidade têm soçobrado. Pelo contrário, o ser humano tem ampliado a sua adaptabilidade às coisas, refletindo-se na sua longevidade. Isto não significa que as coisas não devam mudar.

Porém, é ingênuo pensar que elas possam mudar por sí sós, e simplesmente desaparecer. A vida no seu conjunto, aprecia a mudança, mas acima de tudo fomenta a preservação. Por esta razão, é preciso considerar ETAPAS numa transformação cultural, e acima de tudo compreender que “um templo apenas pode ser destruído, para outro ser colocado em seu lugar” (Agni Ioga).

Cremos ser possível invocar aqui, o exemplo da queda do Império Romano, que soçobrou não apenas porque estava fraco internamente, mas porque havia forças internas (cristãos, etc) e externas (“bárbaros”, etc.) fazendo pressão pela mudança.

Isto significa, simplesmente, que não existe nenhuma pespectiva de mudança cultural, enquanto algo novo não aparecer. Lançar novidades num cenário antigo, é sempre altamente desafiador; porém este desafio também faz parte da transformação, como uma forma de provação. Se fosse coisa simples, não haveria mudanças profundas.

Por isto, muitas vezes as novas sementes são lançadas de forma humilde, discreta e despretenciosa, aproveitando as brechas que o velho sistema possa ainda oferecer. Como fazem os grupos que se organizam em torno de propostas sólidas, em locais retirados e sem maiores atrativos econômicos, como as estepes, as montanhas e os próprios desertos, servindo ademais estes ambientes para afastar curiosos, forasteiros e especuladores financeiros.

Claro que não se trata de criar apenas núcleos isolados, quando aquilo que se pretende é, não apenas se salvar, mas semear uma alternativa válida ao sistema e começar mudar o mundo –o que também ajuda no esforço de auto-salvação. Estes grupos necessitam crescer e dialogar com a sociedade circundante, realizando trocas de bens e de informações.

Idealmente, o grupo espiritual oferecerá serviços gratuitos, na área da cura e do ensino; mas numa outra esfera também poderá vender/trocar produtos materiais, agrícolas e artesanais. Esta interatividade com o “mundo”, sempre que realizada com critério e prudência, é vital para o crescimento e a própria segurança do grupo.

Os grupos mais retirados não devem fomentar famílias, tendo um caráter mais ascético e contemplativo. Aqueles que porventura formarem famílias, devem permanecer em centros urbanos com melhores condições de assistência, educação, etc.

Para se tornar um grupo de renovação eficaz, estas pessoas devem buscar os novos cânones de evolução, e não meramente reeditar aquilo que a humanidade já exprienciou. Esta é uma das causas pelas quais as forças espirituais da evolução, podem auxiliar de forma especial os esforços emprendidos pelo grupo, podendo até mesmo oportunizar diferentes formas de milagres...

Podemos dizer que o sucesso é alcançado, quando estes grupos chegam a organizar cidades completas, inteiramente voltadas para a nova mentalidade, sem redução de suas metas, mas devidamente adaptadas à diversidade sócio-cultutral. Neste ponto, apenas, é que o velho sistema pode começar a sucumbir...

Tais coisas não representam nenhuma novidade, e por isto mesmo é que elas podem funcionar uma vez mais. São princípios universais, sempre adaptados aos tempos, como fórmulas de renovação lógicas e compreensíveis.

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