sábado, 24 de janeiro de 2015

O Ambientalismo pode alcançar força política? Contextos históricos da Sustentabilidade


Com quais forças políticas ou sociais poderá contar o Ambientalismo para fazer as profundas mudanças históricas necessárias? Haverá um contexto social mais característico da sustentabilidade, preventiva ou senão resultante das crises ambientais e capaz de oferecer respostas satisfatórias a elas? A História aponta que sim, hoje e sempre. É o que veremos neste estudo sobre os contextos sócio-culturais da sustentabilidade.
Assim, talvez o primeiro argumento positivo que o leitor apresente à pergunta do título desta matéria seja sobre o Partido Verde alemão, que há 35 anos chegou no Parlamento daquele país.
Mister é reconhecer, contudo, que se conta ali com idiossincrasias favoráveis. Por origem e formação cultural, os alemães possuem uma nítida inclinação para as Ciências Naturais. A própria sociedade germânica providencia seus caminhos, de tal modo que representa a economia com a matriz energético mais ambientalista do mundo, e outros países da região seguem este passo por razões similares. Quando se tem um vínculo naturalista tradicional as coisas podem ser facilitadas. É o caso da Bolívia atual onde a forte militância indígena acabou elegendo um representante de seu próprio foro.
Mesmo assim, recai na política o peso dos fatos. Partidos nem sempre são representações transparentes e legítimas. Hoje o Partido Verde alemão se coloca como apenas mais um partido burguês, politicamente situado entre os social-democratas e os conservadores.”*

Nós porém estamos bastante longe disto neste Extremo Ocidente. A força da democracia que de certa forma culmina no voto, passa por estágios prévios que envolve realidades como educação, base social, mobilização social e poder financeiro.
Contudo, os detentores das escolas e universidades são o Estado, a Igreja e algumas iniciativas privadas que se dividem entre linhas filosóficas algo isoladas e correntes empresariais.
Do ponto de vista do atavismo social, não se possui maior arraigo cultural em torno do assunto, mesmo porque a religião dominante ainda é transcendentalista (embora o fransciscanismo resgate e aprofunde o imanentista cristão).
Os ambientalistas não podem se organizar em sindicatos ágeis porque eles não possuem poder real de pressão, já que não atuam através de meios-de-produção.
Finalmente, os ecologistas não possuem poder financeiro para bancar grandes sistemas de mídia ou atuar politicamente com maior desenvoltura.


O que restaria neste caso? Aparentemente, sobraria apenas fomentar iniciativas isoladas como as do Greenpeace e contar que as crises ambientais convençam a população sobre a importância da preservação ambiental, coisa esta sempre sujeita não obstante às meias-soluções “fáceis” e paliativas que os poderes oficiais venham a sugerir. Em qualquer destes casos, se está meramente “correndo atrás do prejuízo” e atuando raramente pela prevenção, e capacidade de prevenção é coisa que pode levar tempo para se alcançar e ao custo de grandes perdas.

É importante daí conhecer estes contextos históricos mais próprios do ambientalismo, porque isto contribui na busca da sua organização como categoria social de forma de favorecer a sua emancipação e beneficiar todo o planeta.

Haveria soluções à vista?

Não existem alternativas então? Será possível não haver saída, a curto prazo, para algo tão importante assim, como tendem a imaginar também os teóricos e utopistas que querem ou tudo ou nada, como se a vida fosse assim feita de um momento para outro? Não é assim que as coisas funcionam.
De fato pode haver respostas justamente naquela palavra: “alternativa”. A Cultura Alternativa sempre primou com naturalidade pelo interesse ambiental, onde a inclinação pela Natureza é inclusive tratada em muitos níveis, desde o lazer até a espiritualidade passando pela saúde.

A Cultura Alternativa não parece ter muita expressão política, ale até investe muito no apolitismo e na anarquia. Contudo, esta é uma forma superficial e amadorista de tratar do assunto, cuja base é o autodidatismo. A verdadeira vocação do alternativo é a autonomia, assim como o ecumenismo e a renovação humana integral.
A Filosofia Alternativa possui daí um grande potencial, necessitando meramente alguns ajustes. No geral, o ambientalismo tem pouca força porque a cultura que nele se apoia no moderno Ocidente é todavia incipiente. No mais, se trata de fazer que esta semente encontre uma terra fértil, superando radicalismos e compulsões. Cabe pois basicamente socializar a cultura ambiental, aproveitando as crises para fomentar novas bases sociais.

As vantagens potenciais do ambientalismo, é que ele não costuma ser um interesse isolado. O interesse pelo bom, o bem e o belo costuma estará ele associado. De fato o ecologista possui propensões holísticas (o que toca ao espírito das profecias da “nação do arco-íris”, tema especialmente caro ao Brasil por muitas razões: miscigenação ampla, ecumenismo, sétima sub-raça árya, território da Era de Aquário, etc.), anda que sofra dos males juvenis das novas mentalidades. Existe uma tendência do ambientalista valorizar também a espiritualidade e a fraternidade, buscando pesquisar vias místicas e fomentar comunidades. Contudo, o seu poder de contestação necessita avançar para as sínteses necessárias visando fazer dele um construtor social. Falta por exemplo contestar também a si mesmo e, mais especialmente tratar de questionar menos as coisas em si do que o seu estado atual, valorizando o resgate dos fundamentos juntamente com a sua renovação. Enfim, aquilo que os orientais falam sobre não se necessitar “reinventar a roda”, mas apenas recolocá-la em movimento.

Não obstante, a cultura hippie e derivadas também beberam em fontes culturas holísticas. O próprio ambientalismo é sabidamente uma caraterística forte das sociedades tradicionais que remontam não raro a muitos milênios, e que hoje são inclusive uma força presente nos fóruns sociais. Quais são os valores sociais dominantes neste tipo de sociedade? E como estas culturas se organizam comumente? Nas respostas a isto teremos pistas importantes pata o nosso futuro.

Raízes profundas da sustentabilidade

Para descobrir a força histórica do ambientalismo, é necessário reencontrar os contextos reais aos quais pertencem este ideal. Para isto evitaremos radicalizar invocando realidades culturais muito distantes, como seriam as tribais de origens neolíticas ou paleolíticas -ainda que algo disto certamente tenha que ser também tratado-, buscando permanecer no curso histórico mais ou menos atual. Vamos pois exemplificar. 

O poderio econômico possui uma origem natural na burguesia. A força social está naturalmente amparada no proletariado. A pujança espiritual, por sua vez, representa uma especialidade do clero. Estamos falando, obviamente, de classes sociais. Claro que todas as classes possuem algo de tudo à maneira dos “fractais”, porém por vocação ou estágio evolutivo estas classes desenvolvem especialidades e vice-versa. E estes setores sociais tem determinado fases e etapas de evolução da humanidade –e não apenas sociais, mas também antropológicas ou ainda mais-, da mesma forma que emergem como respostas a situações do mundo. Até mesmo uma séria crise ambiental pode ser associada a uma provação histórica social, relacionada por exemplo às enfermidades que acometem a vida dos iniciados, visando ativar a sua capacidade de adaptação e despertar forças ocultas dentro dele. A formação social também demanda provações desta natureza.

Então, a grande pergunta é: quem são realmente os grandes ambientalistas? Sabendo identificar o setor social que integram, estaremos dando um passo importante na sua potencial unidade e capacitação histórica.
As etapas sociais respondem naturalmente à própria evolução do mundo. Haveria porventura um novo momento sendo gestado no mundo, para a afirmação de uma classe ambientalista? O mistério pode nem ser tão profundo assim. Porém devemos seguir pistas históricas para encontrar a verdadeira identidade deste valor social.

Remontemos daí ao começo desta matéria, onde associamos a cultura germânica ao ambientalismo natural. Esta sociedade possui dimensões arquetípicas, míticas e paradigmáticas no mundo atual (atualmente em renovação, contudo). O estudo teosófico das raças-raízes demonstra alguns destes fundamentos, assim como a própria História o faz -tanto que a certa altura este quadro daria margem a certas aberrações como foi o Nazismo, havendo suas tradições e lendas inspirado ademais grandes épicos como os de Wagner.

Social e antropologicamente falando, o setor que esta cultura realmente inspirou foi o dos guerreiros, também chamado originalmente de “aristocracia”, termo grego equivalente a “nobreza”, com um sentido original de “caráter nobre” naturalmente. Que teve também depois seu significado alterado em função da natural decadência das forças sociais que alcançam o poder através do Estado. A grande característica da aristocracia é a cultura e o valor humano, o refinamento e a consagração da matéria ao espírito (diferente da “renúncia” como sucede ao clero).

Na verdade o ambientalismo está muito ligado à busca pela saúde integral. O ecologista vê na saúde um valor ontológico, fundamento para a expansão da consciência e a evolução espiritual. O ambientalismo é muitas vezes apenas uma extensão desta visão-de-mundo idealizada. O guerreiro almeja um mundo belo, puro e bom, para ter qualidade de vida e harmonia. Por extensão, a monarquia faz a apologia da beleza, e isto inclui é claro o meio ambiente.
As tribos germânicas foram a base da aristocracia européia, sobretudo a partir dos povos francos. Antes disto, as tribos celtas se enquadraram num espírito similar. Falamos pois dos chamados povos bárbaros, enfim, que a certa altura foram sendo assimilados pela “civilização”.

Sagração de Carlos Magno
Do ponto de vista social, uma das grandes conquistas da “Era dos Reis” (séculos XVI e XVII) foi a organização das nações européias. Então, o ideal nacionalista está bastante presente na monarquia. O investimento no cidadão e no valor humano, a defesa das fronteiras e a proteção dos recursos naturais, são causas nacionalistas. A ideia de projeto-de-civilização é uma habilidade dessas instâncias idealistas e intelectualizadas.
O Nacionalismo é uma essência social na nobreza, razão pela qual representa também um princípio estruturante daquela classe social, como foi por exemplo certo modelo de feudalismo administrado pelos guerreiros mais valorosos, conscientes e fiéis aos propósitos nacionais.

Existe até uma ideia de que a Democracia e a República tendem naturalmente à Monarquia. Neste contexto, a monarquia é considerada um amadurecimento em relação ao ensaísmo social republicano e ao amadorismo político da democracia, possibilitado pelo próprio avanço dos consensos naturais. A aristocracia pode “flertar” com a democracia porém as suas metas são obviamente os novos consensos, que a princípio possui mais relação com a democracia direta.
Em séculos recentes nós vimos o contrário –a transformação de monarquias em repúblicas-, porém isto ocorreu sob golpes-de-Estado e revoluções num contexto de desconstrução cultural. Os hemisférios da Terra não seguem sempre o mesmo curso evolutivo, comumente em um existe construção e noutro há desconstrução. Um vem do passado e outro vai para o futuro, e nisto raramente existe coincidência de valores sociais.

Construção social e expressão civilizatória: os arcos do tempo social 
A Monarquia também pode ser estabelecida por golpes, mas ela muitas vezes tem surgido através de consensos populares, sobretudo nas sociedades mais aristocráticas, em cujo seio se encontram grandes representantes das causas nacionais. Na medida em que uma sociedade vá adquirindo a sua identidade comum e unificada, tende a desejar libertar-se do conjunto de mazelas que a república e a democracia acarretam, sobretudo sob contextos políticos internacionais menos favoráveis.
Lideranças expressam valores raros e inestimáveis representadas muitas vezes por pessoas vocacionadas e abnegadas, há que valorizá-las sob pena de termos apenas a servidão irremediável. Que os utopistas fiquem com as suas ideias vãs sem lugar no mundo. A liderança espontânea faz parte da ordem natural das coisas, tudo no universo está formado por centros e periferias, é a ordem da harmonia e do equilíbrio natural. Compreender a liderança do indivíduo é um dos primeiros passos para que uma classe se organize e se emancipe, emergindo como uma categoria-líder ela mesmo para orientar o conjunto da sociedade.

As monarquias originais não costumam contudo envolver a hereditariedade e estão sujeitas a parlamentos e a conselhos de anciãos, que podem escolher e trocar os reis segundo as necessidades. E para que seja possível este controle, tais sociedades devem possuir dimensões reduzidas, para evitar excesso de poder e as burocracias desumanizantes a ele associada. Neste caso, se trata de ordens sociais como os clãs e tribos, que preservam a sua unidade e harmonia através de confederações políticas e outras medidas ocasionais, como troca comerciais e culturais (jogos, casamentos, etc.).

Estruturas sociais – bases subjetivas e matemáticas

Outra forma de avaliar a natureza atual do ambientalismo, é verificar o contexto social no qual emergiu o movimento hippie e associados. A Guerra Fria não foi uma guerra real –e nem poderia ser- entre Capitalismo e Comunismo, e sim uma simples disputa ideológica global. A Guerra Fria foi, isto sim, uma guerra-de-extermínio contra o Nacionalismo em todo o mundo, desde ambas as ideologias imperialistas dominantes, sendo nisto quase uma extensão da Segunda Guerra Mundial.

Os hippies foram nisto uma opção cultural não-materialista ao estilo do êxodo, como quem vai para o deserto em busca de paz e de refúgio (como fez a Sagrada Família quando o jovem Jesus foi perseguido por Herodes) –sem abandonar contudo totalmente as frentes políticas de luta que lhes eram mais significativas, como o fim das guerras e a própria sustentabilidade, causas atestadas nos seus símbolos mais expressivos.  
Os hippies e aqueles que se seguiram, foram uma pequena fênix –de quê exatamente? Do mesmo espírito nacionalista sob opressão interna e exterior, dos quais foram uma transformação e uma adaptação cultural. Se na América do Norte o Nacionalismo foi dominado pelo Capitalismo liberal, na América do Sul isto não chegou a acontecer tão espontaneamente, até que as Ditaduras da Guerra Fria sabotaram a força nata do Nacionalismo através da máscara rígida do Patriotismo-de-fachada.

O Ente social possui estruturas formativas tão organizadas quanto o ente individual. Os calendários sociais eram conhecidos desde a Antiguidade, havendo se perdido somente após a Idade Média, estando todavia hoje sendo recuperados.
Cada ciclo social em formação tarda 200 anos (organizado por três gerações funcionais –ver adiante), onde como vimos os estratos sociais raramente coincidem nas dinâmicas próprias dos hemisférios, daí os conflitos e também os potenciais resultantes.
Nas civilizações em desconstrução (como a Euroasiática) estes ciclos determinam movimentos revolucionários renovadores, ao passo que nas civilizações em formação (como a das Américas) ocorrem reestruturações sociais mais pacíficas, como sucede no Brasil onde a cada 200 anos a Capital Federal é mudada de região para buscar consolidar uma nova etapa social numa região ainda pouco explorada deste grande país. Assim, na atualidade atravessamos a terceira etapa social no Novo Mundo –a do Nacionalismo (ou “proto-aristocracia”), precisamente-, começada no século XX.
Neste contexto, a luta também adquire uma dimensão ontológica. Se sob a burguesia a guerra é apenas um meio para alcançar outros fins, na aristocracia a luta representa um valor inerente. Diz-se comumente que o guerreiro sagrado possui no geral uma dupla expressão, a interior e a exterior (veremos adiante que também existe uma intermediária), como se via desde a formação da cultura hindu (vide o Bhagavad Gita) e japonesa até a época medieval da Europa, semelhante também àquilo que os muçulmanos dizem da jihad.
As categorias sociais costumam possuir tríplice estrutura axiológica. No caso da “aristocracia” os valores dominantes são a luta, a solidariedade e a sabedoria, base da sua tripla atividade como guerreiro, político e filósofo, e que dominam na formação, na educação e no amadurecimento da nobreza. Na formação das sociedades, estas características se expressam construtivamente dominando as gerações, de modo que:

a. Inicialmente, os guerreiros destroem as velhas estruturas sociais.
b. Depois, os políticos despertam uma nova consciência social.
c. Por fim, os filósofos constroem as novas estruturas sociais.

Tais dinâmicas se devem sempre à atrofia dos ciclos e das gerações anteriores, pelo cumprimento das suas tarefas históricas. O ambientalismo emerge sob as crises ecológicas e das atrofias sociais, fomentada pela burguesia sobretudo. A austeridade que caracteriza as sociedades “nobres” permite a sustentabilidade, quando não ocorre o oposto: a aristocracia social se adapta a condições ambientais restritas e desafiadoras, fazendo destes ambientes meios onde se possa regenerar e renovar a consciência humana. Foi o caso dos bárbaros e das sociedades das estepes, que eram oprimidas pelos impérios mas também tiveram o seu papel regenerador nas civilizações. O famoso huno Átila era um excelente diplomata, e Gengis Kan soube imprimir uma forte nota moral na sua invasão da China.

Tais gerações ocupam uns 60 anos cada, de modo que estamos terminando a segunda geração ou a fase Política da classe nacionalista. Este ciclo dito todavia “republicano” começou nos quartéis (a Fase 1: “guerreiros” ou “Primeira República”), teve sequência através de um socialismo nativo (a Fase 2: “política” ou “Segunda República”) e agora deve prosseguir através da filosofia (a Fase 3 ou “Terceira República”), cuja tarefa social é de renovar as estruturas sociais e aprofundar a formação da consciência da nação pelo ambientalismo e a fraternidade.

As Três Gerações do ciclo Nacionalista
Tal coisa será alcançada basicamente pela socialização da Cultura Alternativa, criando ambientes sociais verdadeiros para a sociedade em crise, assumindo assim novas responsabilidades para amadurecer como ente social e espiritual, e superando nisto ideologias mais radicais através das sínteses do “reto pensar”. Esta é uma condição para o sucesso dos trabalhos nesta nova etapa necessária de socialização do saber.

Se na sua fase experimental, embrionária e auto-formativa (chamada simbolicamente de “a educação dos músicos”), a Filosofia Alternativa buscou fomentar pequenas comunidades e investir na experiência pessoal transformadora, na sua fase madura e expressiva (simbolicamente, “a organização da orquestra”) a Cultura Alternativa deve se organizar como classe social para manifestar assim a Grande Sinfonia da renovação, que será então –e somente assim- a verdadeira realização da anunciada Sociedade Alternativa, a qual irá oferecer opções e soluções verdadeiras para um mundo em crise.


Conclusões: da identidade social ambientalista

A qual contexto social toca o ambientalismo tradicionalmente?
Sabemos que as culturas autócnes vivem em harmonia com a Natureza,
porém qual categoria social possui vínculos diretos com ela?

- Os proletários a ignoram.
- Os burgueses a exploram.
- Os guerreiros a idolatram.
- Os sacerdotes a transcendem.

O guerreiro é um mensageiro de areté, a virtude, e a Natureza é a mãe da virtude.
Por isto Gaia é a mãe de todos os guerreiros,
do lutador autêntico, valoroso e prudente, cuja sina é refinar a si mesmo e ao mundo.
Não como uma ideia técnica e intelectual, mas como uma força vital transformadora

Pois ele se alimenta dos Elementos, é irmão das auroras e das estrelas.
A Natureza é o seu grande cenário, palco para as suas mais nobres realizações.
Para ele, a Civilização é apenas um instrumento providencial
Jamais um fim em si, somente serve para manter a Ordem do Mundo.

A Natureza é o sinal do Criador, a ante-sala da Eternidade.
Por isto o franciscanismo era uma religião aristocrática,
concatenada por um guerreiro que se tornou santo.

O guerreiro não pertence a uma classe de massas e nem de riquezas.
De onde provém então a sua força e poder?
Suas armas são a virtude e o valor, o encanto e a beleza, a justiça e a lealdade.
O guerreiro perfeito não é apenas um lutador, ele é também um político e um filósofo.

Desde a sua estatura cultural, o guerreiro tem colhido já
os frutos luminosos da consciência, faltando-lhe apenas a iluminação.
E nisto ele prossegue lutando, despojando-se. Cavaleiro-monge, guerreiro da luz.
É o único que avança pelo vale das sombras para resgatar o Graal restaurador.

Para uns ele luta apenas contra moinhos-de-vento
Mas ele sabe porque vê com sua especial visão.
Nem tudo que importa na vida está aparente aos olhos.

 O essencial na verdade apenas é conhecido pelo coração.



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