quarta-feira, 11 de março de 2015

Neo-Nacionalismo: a ação-direta na “República dos Filósofos”


O Neo-Nacionalismo representa a colocação da terceira base do Nacionalismo, que é a Alta Filosofia, depois da implantação histórica de suas duas outras bases que são o Militarismo e o Socialismo, os quais estruturaram a Primeira e a Segunda República respectivamente, hoje reconhecidas todavia como atrofiadas e superadas face as dinâmicas históricas (na prática o Socialismo permanece de maneira tácita, por representar uma essência do Nacionalismo).
Nem a força das armas e nem a prática social através da democracia, podem auxiliar a sociedade brasileira profundamente estupidificada politicamente após 20 anos de Ditadura e lavagem cerebral (dando lugar para a política-de-massa populista do neo-marxismo), mas sim a criação de células-de-sobrevivência, a deserção social em massa e a busca pela autonomia econômica visando oferecer concretamente novos paradigmas holísticos de vida. O Neo-Nacionalismo se inspira nas Sociedades Tradicionais e se ambasa na Cultura Alternativa praticada à sombra da Guerra Fria, visando socializar estes novos paradigmas pela prática da Meso-Revolução mediante a criação de cidades sustentáveis e holísticas, o caminho médio entre a Revolução Interior (autocultura) e a Revolução Exterior (totalitarismo) que foram buscados sob a Guerra Fria.
Quem cair na ilusão de que a redemocratização resgata viabilidades sociais diretas, cai numa ilusão profunda esterilizante (que o sistema objetiva para debilitar as forças revolucionárias), daí a visão interior, profunda ou filosófica desta prática socialmente autogestora. A razão da política aqui seria apenas para apoiar movimentos alternativos e autonomistas, buscando a desconstrução da hipercivilização atrofiada, capitalista e moralmente corrompida até as suas raízes. Num país altamente centralizador e endoimperialista, a criação de núcleos sociais autônomos representa uma enorme revolução. Estas são as bases da Terceira República – a República dos Filósofos!
A Grande Cidadania também pode achar as suas bases diretas nesta práxis, se o foco do Partido é a cidade como parece, nada como partir para a busca de cidades novas sem os vícios insuperáveis das velhas cidades, compreendendo que a melhor forma de mudar o velho é criando o novo. Lá nós simplesmente não permitiremos as estruturas e a cultura do Estado capitalista.

O Nacionalismo é de “direita”?

O mito de que o Nacionalismo latino-americano seja de “direita”, foi criado pelas ideologias colonialistas de esquerda (marxismo, anarquismo) e comprado pelos “alienógicos” (alienados ideológicos) úteis nativos, que confundem maliciosamente o nosso Nacionalismo protetivo com o Fascismo europeu ultranacionalismo, visando com isto debilitar as nossas defesas. Aí estão várias nações vizinhas para demonstrar isto, de propensões mais nacionalistas do que marxistas (Hugo Chaves dizia que o marxismo estava “ultrapassado”), com destaque para a Bolívia, ainda que certa expressão nacionalista tenha realmente caído em desuso se confundindo com o populismo e até com o neo-marxismo, podendo todavia se reciclar. Infelizmente, outro mito materialista, o do universalismo (capitalista, marxista), também caiu por terra para a xenofobia latente nas nações antigas e poderosas. Nada como viver num país novo onde as raças e as culturas ainda se misturam!
Nossa proposta é que retomemos os esforços sociais exatamente daquele ponto em que a verdadeira História do Brasil foi interrompida, que é o momento em que o presidente João Goulart propunha reformas estruturais mínimas para a nação. Entendemos perfeitamente que vinte anis de ditadura sistêmica tenha sido mais do que suficiente para acovardar muita gente e até provocar uma Síndrome de Estocolmo generalizada, além do fato de que o nacionalismo social foi travestido neste ínterim de patriotismo ufanista patético. Porém, tudo isto é mais motivo para uma terapia social que propriamente para a negação in totum das coisas...
Por isto tampouco propomos as mesmas metodologias de então, e por várias razões, tais como não determos por ora poder político e social para tanto, e nem caber atiçar a gárgula vigilante, mesmo sem uma Guerra Fria para justificar golpes-de-Estado contra um pseudo-comunismo.
Somos filhos do Movimento Alternativo, cujas conquistas e experiências holísticas não devem ser abandonadas em nome de uma falsa democratização hipócrita -e nisto nos aproximamos dos anarquistas-, nem visando a velha retórica da “excelência do trabalhador”. Aquilo que toca é a socialização da Cultura Alternativa, ainda que este novo passo demande novos aprendizados, tal como a capacidade de síntese e a superação da antítese radical, para acatar a evolução gradual e científica ao invés da negação prematura da diversidade, mediante a geração de laboratórios sociais holísticos.
Através de poderosas bases sociais urbanas novas e sustentáveis, edificadas mediante um movimento contínuo e multiplicador, teremos força e autonomia para realizar as mudanças necessárias, especialmente se soubermos eleger regiões do país onde o impacto de uma nova cultura se faz mais forte, como são as regiões interiores subpovoadas, sobretudo o Centro-Oeste ainda.
A ideia, enfim, é dar continuidade também à interiorização social do país -“um novo lugar para um novo tempo”, como é de resto uma tradição brasileira-, na esteira dos atos criadores de Juscelino Kubitschek, porém agora criando cidades novas para o povo e não apenas para as elites. E para isto não precisamos esperar “chegar ao poder”, e nem devemos fazê-lo, cabendo antes contar de início com os nossos próprios recursos a fim de originar aqueles protótipos sociais necessários que servirão de bandeira para as novas causas.
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